As interrupções no trânsito por movimentos grevistas têm piorado ainda mais o complicado deslocamento de veículos na cidade do Rio. Há algumas semanas da paralisação dos caminhoneiros, hoje a manifestação foi dos motoristas de transporte alternativo. Pela manhã, enquanto eles se preparavam para seguir em carreata da Avenida Maracanã em direção ao centro da cidade, a equipe de reportagem da Band News FM, através do apresentador-repórter Rodolfo Schneider, informou que este movimento está sendo instrumentalizado por milicianos de Campo Grande, proprietários dos veículos desse tipo de transporte em regiões da cidade.
Provocado a participar, ao vivo, o prefeito Eduardo Paes deu entrevista e debateu com o âncora Ricardo Boechat a situação. Lúcido em suas posições, Boechat tem reafirmado sua oposição a movimentos que interditam as vias públicas sem levar em conta que as pessoas acabam chegando atrasadas aos seus destinos. O prefeito enfatizou que não cederá a pressão dos grevistas e não quis antecipar qual a medida tomará em relação às reivindicações, já que "o período eleitoral impede a tomada de decisões". Em entrevista, no final do dia, o prefeito deu um recado aos donos de cooperativas: "Acabou, não vamos licitar por cooperativa. Vamos fazer licitações individuais".
Na opinião dos motoristas que circulam na Zona Oeste, o atual prefeito quer “acabar com as vans” e por isso não cumpre a lei nº 3360. No meio desse jogo eleitoral, entra um suposto apoio do ex-prefeito César Maia às demandas da categoria. A demarcação de pontos específicos para os veículos de transporte alternativo (antes ou depois dos pontos de ônibus), a implantação do bilhete único, já adotado nas vans em Sepetiba, e a autorização para usar as faixas exclusivas, como o BRS são algumas dos direitos reivindicados pelos trabalhadores do setor. Eles temem que o prefeito reduza as atuais 7 mil concessões para 800.

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