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11 dezembro 2014

II Plenária da Bicicletada Niterói - Massa Crítica

Novembro, 2014.

Galeria de fotos


Guilherme Farkas mostra o ferimento que sofreu 
em acidente na ciclofaixa da rua Tiradentes(*).
O coordenador do programa Niterói de Bicicleta, Argus Caruso (no canto direito),
que vai deixar o cargo no dia 19/12, esteve presente na II e III Plenárias. A arquiteta 
Isabela Ledo será a nova coordenadora deste programa municipal.
A II Plenária foi realizada no Instituto de Artes e Comunicação Social/UFF


* Para ler o relato de Guilherme sobre o acidente Clique aqui. 

10 dezembro 2014

Ciclofaixa da Presidente Pedreira e rotas cicláveis das praias das Flechas e Icaraí

Embora a Prefeitura tenha erguido, na esquina da rua Dr. Nilo Peçanha com Av. Mirante da Boa Viagem, uma grande placa de propaganda da construção de ciclovias no início da atual gestão, os ciclistas que pedalam na ciclofaixa da Presidente Pedreira não têm uma alternativa segura de conexão com as praias da Flechas e Icaraí. Como a rua Dr. Nilo Peçanha tem sempre carros estacionados em duas das três pistas da via, os ciclistas têm apenas uma pista para compartilhar com os carros.

O coordenador do programa Niterói de Bicicleta, Argus Caruso comentou na II Plenária do Bicicletada Niterói - Massa Crítica, sobre a possibilidade de eliminar a ciclofaixa da rua Presidente Pedreira, após a implantação de segregadores em três ruas próximas:

- Herdamos essa ciclofaixa da gestão anterior. Implantaremos segregadores nas ruas Tiradentes, Lara Vilela e José Bonifácio, gerando uma conexão mais protegida entre Icaraí e o centro. Quando os segregadores estiverem instalados, acreditamos que o fluxo de ciclistas na Presidente Pedreira irá diminuir, pois irão preferir passar pela Tiradentes. Se isso de fato ocorrer, apagaremos a ciclofaixa naquele trecho que é realmente problemático. No local será implementada uma zona de traffic calm, permitindo o compartilhamento seguro entre carros, ônibus e bicicletas.

Como ainda não foi implantada, não podemos saber como ficará a Presidente Pedreira com a limitação de velocidade para 30 Km/h. No momento, pedalar por esta rua vindo da José Bonifácio e Professor Lara Vilela, para acessar a Pereira Nunes é o caminho mais seguro para se chegar em Icaraí pela Praia das Flechas.

Depois que os carros passaram a estacionar longitudinalmente em vagas no recuo da calçada da rua Presidente Pedreira, em frente ao prédio do lado da FAN, melhorou a trafegabilidade pela ciclofaixa, que é estreita, e por onde passa uma bicicleta por vez. Percebe-se, entretanto, que atualmente os ciclistas cruzam em sentidos opostos com razoável segurança e há um bom entendimento entre eles e, destes com os veículos motorizados, apesar de haver algum risco de se "tirar um fino".


Os dois pontos críticos da Presidente Pedreira, após a rua Pereira Nunes

No trecho entre as ruas Pereira Nunes e Francisco Pimentel existem dois pontos críticos. Primeiramente, as vagas em diagonal de um estacionamento localizado no recuo da calçada, em frente número 156, onde a traseira dos carros invadem metade das ciclofaixas. 

Depois da esquina da Pereira Nunes, há um ponto de ônibus. Ali os ciclistas devem vir devagar e dar preferência aos pedestres para não atropelar passageiros que embarcam/ desembarcam dos ônibus.

29 novembro 2014

Ciclistas querem investimento em campanhas de educação para o trânsito e buscam apoio dos vereadores


Integrantes da causa Bicicletada Niterói - Massa Crítica fizeram, na última sexta-feira, uma visita à Câmara dos Vereadores de Niterói para sondar junto aos parlamentares a possibilidade de uma emenda orçamentária para o programa Niterói de Bicicleta. Eles apresentaram como prioridade atual o investimento em campanhas de Educação para o Trânsito.

Apesar da casa estar vazia, os cicloativistas foram recebidos pelos vereadores Leonardo Giordano (PT), Bruno Lessa (PSDB) e Henrique Vieira (PSOL), os únicos que se encontravam no recinto, e conversaram com alguns assessores e chefes de gabinete, que também demonstram bastante interesse pelas suas ideias.

Os ciclistas obtiveram ainda, informações a respeito de "verbas milionárias" que a NitTrans dispõe para desenvolver o seu trabalho, incluindo uma específica para “campanhas destinadas a melhoria da convivência entre bicicleta e automóveis”.

Vinícius Moço, um dos integrantes da causa Bicicletada Niterói, que conta hoje com 1270 seguidores e tem um grupo fechado no Facebook, sugere ações educativas animadas, como intervenções "no sinal de trânsito com artistas fazendo uma coreografia, pessoas panfletando e outras com cartazes. E também se ocorrer uma infração, improvisar uma cena com a pessoa para que ela sinta um constrangimento automaticamente, e isso fique claro para todos".

Quanto a visita à Câmara, Vinícius foi cauteloso quanto aos resultados: "Apesar da recepção dos vereadores ter sido muito boa, alguns se interessaram e outros fingem se interessar. O momento decisivo mesmo, na minha opinião, é na hora da aprovação", disse ele, referindo-se a liberação de verbas para as campanhas de educação para o trânsito. 

Os ciclistas fazem pressão para que as verbas sejam realmente aplicadas e tragam os efeitos esperados: mais segurança no trânsito e maior respeito na convivência entre ciclistas, pedestres e condutores de veículos motorizados.

Manifestação de cicloativistas no Barreto, onde foi instalada uma "ghost bike"
(escultura feita com peças inutilizadas de uma bicicleta pintada de branco)
 em memória do ciclista de 56 anos, que morreu atropelado naquele local.

(Entrevista com Vinícius Moço e edição do texto postado por Ana Luiza Carboni no grupo aberto do programa Niterói de Bicicleta, no Facebook)

21 novembro 2014

Monitoramento da ciclorrota e da ciclofaixa do Mirante da Boa Viagem

Dando sequência a série "Monitoramento de ciclofaixas", vamos abordar a da Av. Mirante da Boa Viagem. Mas, antes, precisamos entender a diferença entre as sinalizações horizontais conhecidas como ciclofaixa e ciclorotas.

O arquiteto Argus Caruso explica que ciclofaixa é uma faixa exclusiva para ciclos. Ciclorrotas é uma demarcação pintada no asfalto, simbolizada por duas setas na frente de uma bicicleta, para reforçar o compartilhamento da pista. "Digo reforçar porque, pelo Código de Trânsito Brasileiro, todas as vias já são compartilhadas e, inclusive, a bicicleta tem preferência sobre os veículos motorizados", frisa Argus, que é coordenador do programa Niterói de Bicicleta.

Observa-se naquela avenida, uma pista de mão dupla onde fica o Museu de Arte Contemporânea, que, de um lado há uma ciclofaixa (com cerca de 1,5 a 2 m, dependendo do trecho) e do outro, uma ciclorrota. Ainda que num dos trechos a ciclofaixa não comporte a passagem de duas bicicletas, em mão opostas, na maior parte isto é possível.

Argus informa que, em relação à ciclorrota (que ele julga desnecessária, em função da ciclofaixa existente do outro lado), foi pedido a NitTrans a sua retirada, solicitação não atendida até o momento.

18 novembro 2014

Coordenador do Niterói de Bicicleta valida críticas de cicloativistas, mas defende prefeito de acusações: "Acho equivocado chamá-lo de carrocrata"

O programa "Niterói de Bicicleta" é administrado pelo vice-prefeito Axel Grael e por seu coordenador, Argus Caruso Saturnino, para ser um canal de "conversa sobre assuntos que ajudem a melhorar a mobilidade na cidade de Niterói, com foco no uso da bicicleta e transportes que utilizem energia limpa".

Em 14 de novembro, diante da crescente mobilização de ciclistas com críticas dirigidas à propaganda de realizações do governo municipal às vésperas da inauguração da ciclofaixa da Avenida Roberto Silveira, prevista para 22/11, e da ausência de fiscalização pela NitTrans, que tem causado insegurança nas ciclofaixas, devido a atropelamentos e à sua invasão, por veículos motorizados, o coordenador Argus Caruso Saturnino publicou no Facebook do "Niterói de Bicicleta" o seguinte post:

"Sempre fui a favor da total liberdade de expressão e prezo que este ambiente seja sempre de um diálogo sem censura, franco e aberto entre o governo e a sociedade.

Nos últimos dias acompanhamos vários posts e ações envolvendo diretamente a pessoa do prefeito Rodrigo Neves. Várias delas são divulgadas aqui, na própria página/grupo da prefeitura, e faço questão de mantê-las, pois problemas são feitos para se encarar e resolver, e não para se apagar. Mas peço que reflitam sobre a forma de realizar as ações. Acompanho de perto as realizações da prefeitura e posso dizer que o prefeito trabalha 24h por dia pensando no bem da cidade. E trabalha muito!


Nos propusemos a transformar a cidade em um lugar melhor para se locomover de bicicleta. Esse desafio é gigante! Nenhuma cidade fez isso da noite para o dia. Começamos pela Amaral Peixoto e, para isso, o prefeito comprou, junto com o Axel e comigo, muitas brigas - dentro e fora da prefeitura. Não conseguiria ter feito nada sem o apoio dele. Depois da Amaral fizemos várias outras ciclofaixas. Tivemos muita pressão de todos os lados. 

Independente dessas pressões, seguimos e seguiremos avançando. 

Concordo que precisamos melhorar muito a estrutura, transformar muitas ciclofaixas em ciclovias, instalar bicicletários seguros, bicicletas compartilhadas, conectar e expandir a malha, melhorar a fiscalização etc. Isso tudo está [sendo feito] ou está sendo projetado. Sabemos onde queremos chegar e estamos avançando na medida do possível.

Não estou querendo defender a todo custo a prefeitura. Existem muitos problemas sérios a serem resolvidos. Mas, vendo as outras cidades do Estado, ou mesmo do país, tenho certeza que estamos entre as que mais avançaram na infraestrutura cicloviária. Vendo a história de Niterói, também tenho certeza que nunca a bicicleta foi tão valorizada. Isso se deve a um prefeito que decidiu colocar isso em pauta. Se ele quisesse fazer apenas politicagem, não teria chamado, para coordenar o Niterói de Bicicleta, um ciclista tão psicopata como eu. Nunca estive nem aí para o partido ou para politicagens em geral. Meu partido é a bicicleta, e ponto.

Sinto que as críticas existem porque estamos avançando. São mais ciclistas, mais espaços cicláveis e com isso mais demandas. Temos de resolver questões importantes e imediatas como a instalação de segregadores no Circuito Universitário, melhorar a fiscalização em geral e fazer mais programas educacionais. Estou consciente disso e cobrando muito! Mas essa demanda não justifica, por exemplo, xingar o prefeito de carrocrata. Isso é um tiro no pé do próprio ciclista.

Em breve inauguraremos mais uma ciclovia (com segregadores!) em outra importante via da cidade, a Roberto Silveira. Isso é fruto de muito trabalho e vontade de realizar. E, mais uma vez, posso garantir que não teríamos conseguido fazer isso se não fosse a intervenção direta do prefeito.

Tenham certeza que, se fosse para xingar, eu xingaria também. Defender um prefeito não é fácil. Geralmente são, por definição, sacos de pancada da população. Mas realmente acho equivocado chamá-lo de carrocrata e tenho certeza que esse tipo de crítica não ajuda em nada no avanço dos nossos projetos.

Fico feliz de ver o grupo cada vez mais politizado. Quero muito que o grupo cresça e se organize. É minha maior esperança de que todo trabalho seguirá, independente de quem estiver no governo. Força no pedal pessoal!"

Argus Caruso
Coordenador do Niterói de Bicicleta


O administrador da Causa "Bicicletada / Massa Crítica - Niterói", atualmente com 1183 curtidores, postou as seguintes fotos e comentários críticos no Grupo Público "Niterói de Bicicleta", no Facebook: 



"Na vida real é assim, quem pergunta o que quer, nem sempre tem a resposta que deseja. Parabéns pela intervenção urbana e obrigado ao colega pela contribuição! Compartilhe, viralize, deixe a sociedade saber! E agora prefeito Rodrigo Neves: quem é o palhaço???" Postado em 13/11/2014.


EXERCÍCIO: Quanto custa realizar uma campanha de conscientização / educação para o trânsito, de maneira ostensiva, ao longo de um mês??? (Os valores estão aproximados e têm como referência preços unitários. Ou seja, havendo negociação, o custo seria ainda menor!) Postado em 16/11/2014.



"Em contrato assinado com uma agência de publicidade em maio deste ano, a Prefeitura de Niterói vai gastar R$15 milhões de propaganda institucional (ao longo de 12 meses). Este investimento vultoso, tem como único objetivo, divulgar as realizações do governo e melhorar a sua imagem junto à sociedade (através de campanhas como a que temos presenciado, nem sempre com informações confiáveis e de muito mau gosto). O que poderia ser feito com esses recursos se aplicados na estrutura cicloviária de nossa cidade? 60 km de ciclovias e conexões... tente imaginar!" Postado em 16/11/2014.

13 novembro 2014

"Beijei a sarjeta"

O cicloativista e estudante de cinema da UFF, Guilherme Farkas relata como se acidentou, no dia 12/11, pedalando na ciclofaixa da rua Tiradentes.

"Acabei de sofrer meu primeiro acidente de bike em Niterói (relaxa galera, tô bem). Já tinha sofrido dois acidentes de bike em SP, nos idos de 2009. Na época foram duas portadas (quando você esta passando de bike e de repente abre-se magicamente uma porta de carro na sua frente e você é lançado metros de distancia como em um estiligue). Mas não foi o caso de hoje aqui em Niterói.


Guilherme Farkas
Vinha pedalando na ciclofaixa (isso, ciclofaixa, sem segregação física, só sinalização horizontal) da Rua Tiradentes (estrutura cicloviária que integra o dito “circuito universitário”), vindo da Pca. Cantareira sentido Ingá. Essa ciclofaixa é de duas mãos, tem sinalização assim e foi projetada dessa forma. Na ocasião eu pedalava na ciclofaixa no sentido oposto da circulação dos carros. Em frente a faculdade de economia da UFF, vinha vindo uma motocicleta invadindo parcialmente a ciclofaixa. Algo comum, o motoqueiro invadia uns 50 cm de ciclofaixa. Até ai tudo certo (tudo errado na verdade! A ciclofaixa não é para ser invadida nessas circustânticas. Mas como a prática é quase diária por ali, achei normal), ele estava vindo e eu o via, ia desviar sem grandes desafios técnicos. Porém não mais que de repente, um carro, parado atrás de um ônibus (aquele vermelho, o 47) que parava no ponto para o desembarque dos passageiros, decide ultrapassar o coletivo invadindo a ciclofaixa.

O motorista claramente me viu, mas como a ciclofaixa tem aproximadamente 2 m de largura, ele viu que dava para invadir a ciclofaixa mesmo com minha presença lá. O problema (e talvez a causa do acidente) foi que o bendito motorista que ia ultrapassar o ônibus pela ciclofaixa, não viu no seu espelho retrovisor que vinha o motociclista (sim aquele que eu falei no início!) e assim o fechou. 

O motorista que invadia a ciclofaixa fechou o motociclista que também invadia a ciclofaixa que por sua vez me fechou (e eu na ciclofaixa 'de bosss'). Porém a fechada do motorista no motociclista fez com que a moto invadisse ainda mais a ciclofaixa, diminuindo ainda mais o meu espaço. Não sobrou nada para mim além de beijar a sarjeta. Resultado, capotei e somente dei uma ralada no joelho. Nada de mais, a gravidade do acidente não é o assunto central aqui, e sim as circunstâncias. Se bem que capotar e cair no chão nunca é gostoso.


Me pergunto: caraca que coisa essa! Uma infraçãozinha aqui somada com outra infraçãozinha ali pode dar 'merda'. Motorista não leva essa ciclofaixa a sério. Motoristas não levam estruturas cicloviárias a sério. A sociedade não leva outras formas de transporte urbano a sério. Barca lotada, ônibus lotado, trem lotado, metrô lotado, ciclofaixa invadida, calçada invadida. Para que? Para que cada um possa sentar confortavelmente sozinho em seu automóvel com ar-condicionado ligado.

Os privilégios do espaço público urbano são entregues de bandeja aos automóveis. E que mal uso eles fazem, diga-se de passagem! Se destinar grandes áreas urbanas ao estacionamento de carros, alargamento de vias, construção de túneis e viadutos for a melhor ideia que temos em pleno 2014, que lixo! A barbárie da sociedade do automóvel reina sozinha. 

Massa, que morramos no caminho do automóvel se isso for escolher outra forma de transporte urbano. As ruas são para o amor, o carnaval, a festa e a alegria. Não aos automóveis!"


(Transcrito do Facebook de Guilherme Farkas, em 12/11/2014)

04 novembro 2014

UFF sedia a I Plenária do Bicicletada Niterói

Políticas públicas têm sido implementadas para incentivar o uso de bicicletas em metrópoles brasileiras. Niterói destaca-se nesse cenário, favorecida pela menor densidade populacional em relação às grandes metrópoles), e pelo empenho do atual governo municipal e estadual, com a expansão da malha de ciclovias e ciclofaixas, campanhas educativas, instalação de zonas de baixa velocidade e sinalização nas ruas. 

Não se deve perder de vista, entretanto, que ainda há várias questões por resolver: mais segurança e uma fiscalização continuada para que os motoristas e pedestres aprendam a conviver com ciclistas, em vias, exclusivas para bicicletas ou compartilhadas. 

Três pontos críticos afligem os que fazem uso de bicicleta na cidade: invasão das ciclofaixas por carros e ônibus, com vítimas, desrespeito ou ignorância às leis de trânsito e falta de bicicletários.

Se você quer uma Niterói cada vez mais servida por rotas cicláveis seguras e, de fato, transitáveis compareça nesta quarta-feira à I Plenária organizada pelo movimento Bicicletada Niterói - Massa Crítica, que vai acontecer amanhã, às 19 h, no bloco O do Campus Gragoatá (UFF)

Endereço: Av. Visconde do Rio Branco, s/número, entrada pela Praça Leoni Ramos (Cantareira), em São Domingos.