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23 setembro 2013

Editorial: Uma cidade, seus veículos e vários caminhos...

Há cerca de um mês, o vice-prefeito Axel Grael nos falou da disposição do governo em realizar uma gestão participativa. Isso só vai ocorrer quando a sociedade civil exercer seu papel, dialogando com os governantes e propondo políticas públicas. 


Ciclofaixa temporária na Rua Tiradentes.
Foto: Wanessa Machado

Para isso é necessário lançar mão de argumentos - que, às vezes, são "ululantes", cheios de bom senso de tão defensáveis e arrazoados do ponto de vista crítico do cidadão comum. O poder público, por sua vez, deve ouvir as críticas pertinentes, rebatê-las (caso seu argumento ou "princípio de direito" (da oportunidade) seja válido, reposicionar-se ou efetuar correções de rumo que se fizerem necessárias nos projetos e intervenções urbanas que acabam afetando - para melhor ou pior - a vida dos eleitores-contribuintes.

Um exemplo que pode ser citado, no momento em que a Prefeitura de Niterói realiza a Semana de Mobilidade. Ciclofaixas temporárias, sinalizadas com tinta vermelha em locais como a rua Tiradentes, que tem mão única e duas faixas para veículos motorizados, foram pintadas na última quinta-feira. O que há de errado nisso? O fato dela estar no meio dela ter sido instalada exatamente no meio da rua, em duas largas faixas paralelas (com cerca de 2 metros de largura) ocupando toda a sua extensão, onde há sempre carros estacionados nos dois lados da via. 


O que deve ser feito ali? Multar os veículos estacionados, tirar a ciclofaixa ou deslocar as linhas de ônibus que circulam naquela rua ou deixar como está "pra ver no vai dar"?                                                                            

Sempre que vejo situações como esta lembro-me de um atropelamento na esquina do cruzamento numa rua da Tijuca (RJ), cuja sentido fora invertido sem a menor cerimônia por órgão de trânsito da Prefeitura. O infeliz pedestre estava morto e um funcionário tentava justificar o acidente apelando (e muito) para a razão... A causa por trás do acidente tinha um nome - "anomia". ...Deixo aos leitores a descoberta de um sentido (?) por trás da infeliz resposta do servidor aos curiosos que em buscavam explicações sobre o acidente fatal. 

Quem vai pagar pela mobilidade na cidade de Niterói? Ciclistas, condutores de veículos motorizados, pedestres ou pessoas com limitação de mobilidade e deficientes? Vamos fiscalizar, cobrar e participar dessa Semana... E nas que virão!


Semana da Mobilidade, promovida pela Prefeitura de
Niterói com apoio da Uff, Setrerj, Águas de Niterói, Fecierj,
ITDP, Andef, Tranporte Ativo, Imprensa Oficial, Bike Anjo e JAM