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04 setembro 2013

Programa Lixo Zero chega a Copacabana

03/09/2013 

Rio de Janeiro - O Programa Lixo Zero – que multa quem joga resíduos sólidos nas ruas da cidade – chegou hoje (3) ao bairro de Copacabana, na zona sul, após dez dias de operação no centro da capital. Até o momento, foram aplicadas mais de 600 multas, cujos valores vão de R$ 157 a R$ 3 mil.
"A abordagem é a mesma. Aqui o que a gente vai observar é um comportamento diferente. Copacabana é uma mistura de bairro residencial e comercial. Acredito que aqui vamos passar por todos os tipos de experiência por ter caráter diferente do centro, predominantemente comercial", explicou o presidente da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), Vinicius Roriz.
No dia 10, o programa chega a Ipanema, ao Leblon e à Lagoa. Em seguida, passará pelos demais bairros da zona sul, como Botafogo, Laranjeiras e Catete. Na zona norte passará inicialmente pela Tijuca, o Méier e pela zona oeste, no bairro de Campo Grande. "Depois a gente vai começar a operar com o que se chama de blitz do Lixo Zero. Vamos chegar a qualquer bairro da cidade, de surpresa, e efetuar as inspeções", avisou Roriz.
O modo de operação será semelhante ao aplicado aos motoristas de trânsito, que, também por lei, são impedidos de consumir bebida alcoólica e dirigir pelas ruas de todo o país. "Vai ser como na Lei Seca, você nunca vai saber no dia anterior para onde a equipe vai. Assim vamos controlar o programa", definiu.
De acordo com a Comlurb, desde que entrou em ação, no último dia 20 de agosto, o Programa Lixo Zero já diminuiu a quantidade de resíduos nas ruas da capital fluminense em 34%. Um total de 638 fiscais estão trabalhando na ação, sendo 223 agentes da Comlurb, 223 guardas municipais e 192 policiais militares, em horário de folga.
O morador de Copacabana Orlando Silvestre, de 37 anos, disse não concordar com o programa. "Acho um absurdo as pessoas terem que pagar valores altíssimos simplesmente por terem jogado uma guimba de cigarro no chão".
Já a moradora antiga no bairro Irandir Neves, de 78 anos, considerou a ação positiva. "Gostei dessa iniciativa para multar os porcalhões. Tem muita gente mal-educada na nossa cidade e só quando dói no bolso é que muda alguma coisa".
Cada equipe de fiscalização é formada por um fiscal, um guarda municipal e um policial militar. No ato, eles já registram e emitem o auto de infração. Quem jogou lixo na rua, acessa o site da prefeitura para imprimir a multa e efetuar o pagamento. Até o momento, um caso foi levado para a delegacia. Das multas de maior valor, duas chegaram a R$ 980. Dez pessoas entraram com recurso e aguardam decisão sobre o caso.

Edição: Valéria Aguiar 

Da Agência Brasil


30 agosto 2013

Programa Lixo Zero aplicou 467 multas em uma semana


28/08/2013 
Rio de Janeiro – Na primeira semana do Programa Lixo Zero, foram aplicadas 467 multas a pessoas flagradas jogando lixo nas ruas da capital fluminense, segundo balanço divulgado hoje (28) pela prefeitura. No período, houve redução de 34% nos resíduos sólidos jogados nas ruas do centro da cidade, de acordo com os dados oficiais.
A maioria das punições foi registrada na Avenida Rio Branco, uma das principais vias do centro da capital fluminense, com 90 multas. Na Cinelândia, outra áreas de grande movimentação, o número chegou a 72. Na Avenida Presidente Vargas, foram 31 multas. A maior parte das penalidades foi por lixo de pequena quantidade, cuja multa é no valor de R$ 157.
Segundo o presidente da Companhia de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb), Vinícius Roriz, o trabalho dos garis diminui quando eles recolhem lixo das lixeiras em vez de varrerem as ruas. “Pode ser que mais para frente isso permita deslocar equipes que sobrarem para outras áreas da cidade, onde a cobertura é menor. Isso permite à Comlurb fazer alguns remanejamentos. Mas nós estamos bastante satisfeitos com os resultados da campanha e estamos observando que as ruas têm ficado mais limpas”, destacou.
Ao todo, 192 fiscais estão divididos em 58 equipes, cada uma com um guarda municipal, um policial militar e um agente da Comlurb. Além de reduzir os gastos com limpeza de ruas, que chegam a R$ 90 milhões por mês, a iniciativa visa a conscientizar a população. Atualmente, a capital fluminense tem cerca de 30 mil lixeiras e a Comlurb pretende colocar mais 7 mil nas ruas ainda este ano.
“O discurso de conscientização continua o mesmo, se não encontrar uma lixeira, procure uma ou leve o lixo para casa”, disse Vinícius Roriz. O infrator flagrado pelos fiscais jogando lixo na rua tem que pagar multa entre R$ 157 e R$ 3 mil. O valor depende do tamanho do produto que foi descartado.

Edição: Juliana Andrade Da Agência Brasil

Concurso premia iniciativas da administração pública que promovam práticas de sustentabilidade

Editado por Denise Griesinger da Agência Brasil - 30/08/2013

Brasília – Estão abertas até o dia 15 de setembro as inscrições para o 5° Prêmio Melhores Práticas de Sustentabilidade – Prêmio A3P que tem por objetivo reconhecer as iniciativas dos órgãos e instituições do setor público na promoção e na prática da agenda ambiental na administração pública. O prêmio é promovido pelo Ministério do Meio Ambiente.
O evento contemplará as melhores iniciativas com troféus e certificados em quatro categorias: gestão de resíduos; uso e manejo sustentável dos recursos naturais; inovação na gestão pública e destaque da Rede A3P (Agenda Ambiental na Administração Pública).
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas mediante o preenchimento da ficha de inscrição e do relatório da iniciativa, em formato eletrônico, que estão disponíveis no site da A3P. O regulamento e todas as informações sobre o prêmio também estão no site.

29 agosto 2013

Debate MOBILIDADE URBANA NA CIDADE DE NITERÓI


Debate promovido pela Comissão de Direito Urbanístico da OAB, com apoio da ONU HABITAT.
Data: Terça-feira, 17/09, às 18h.
Local: Av. Amaral Peixoto, 507, 11o Andar.

20 agosto 2013

Vice-prefeito antecipa projetos de mobilidade urbana

Axel Grael defende o uso de bicicletas e anuncia investimento em ciclovias

Por Samuel Averbug*

Em entrevista à Folha de Niterói, o vice-prefeito Axel Grael detalhou os projetos da Prefeitura de Niterói que visam melhorar a mobilidade através da utilização de bicicletas, meio de transporte sustentável e que se ajusta ao traçado urbanístico da cidade.

O vice-prefeito Axel Grael abriu a I Conferência de Meio Ambiente de Niterói   
(Foto: Rosane Calôr) 










Axel ressaltou que o custo para construção de ciclovias é menor quando instaladas durante obras de intervenção viárias ou reforma de avenidas e revelou que, embora não se limite às novas vias que serão implantadas na cidade, onde houver intervenções serão incluídas também ciclovias.

O trecho do Centro, entre o Mercado de Peixes e a praia de Jurujuba, passará pela estrada a beira-mar dentro do campus da UFF. Também haverá ciclovias no futuro corredor expresso de ônibus do BRT TransOceânica: 'Aproveitaremos as obras de reordenação das pistas da estrada Francisco da Cruz Nunes para aumentar a nossa malha cicloviária'.

A entrevista foi concedida em 9 de agosto, durante a primeira Conferência de Meio Ambiente de Niterói, que teve como eixo temático a Política de Resíduos Sólidos, cuja lei prevê a instalação de aterros sanitários em todos os municípios em 2014.

Na abertura do evento, na Câmara dos Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL), Patrícia Hespanhol Fernandes, da ONG 
Doe seu lixo falou sobre o sucesso na parceria com uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis. O gerente de projetos da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), Marcos de Sá, informou que apenas 20% do lixo produzido nas praias e ruas são despejados no aterro do Morro do Céu; o restante vai para Itaboraí.

I Conferência - Diversas resoluções importantes foram elaboradas nos grupos de trabalho. Dentre elas, a criação de campanhas educativas dentro do programa para arborização urbana; políticas públicas de fortalecimento e regularização das cooperativas; incentivos financeiros e creditícios para desoneração do setor de reciclagem; incremento da produção de tecnologias verdes, fomento à pesquisa sobre o ciclo de vida dos produtos no município e implantação de um sistema coletor de óleos comestíveis e de cozinha, em novos empreendimentos.

Também foram aprovadas resoluções como o apoio e parceria com instituições acadêmicas da cidade para projetos de pesquisa sobre materiais que não representem riscos ambientais, menor fluxo de resíduos sólidos e que possam ser reciclados, além da instalação de um programa de responsabilidade compartilhada com agentes comunitários ambientais, envolvendo todos os responsáveis pelo ciclo da cadeia de resíduos.

Este programa pretende mobilizar os moradores de comunidades para que inventariem os problemas ambientais locais e gerem propostas que contribuam para o cumprimento das metas do plano municipal de gestão de resíduos sólidos.
A Conferência contou com a participação de 173 pessoas entre delegados e observadores, todos com direito a voz, sendo ampla maioria a sociedade civil. Na plenária final, realizada no dia 10 de agosto, foram eleitos seis membros da sociedade civil, quatro do poder público e um das comunidades tradicionais para a etapa estadual da conferência, que ocorrerá entre os dias 13 e 15 de setembro, na UERJ. A plenária elegeu como delegados titulares do Poder Público o subsecretário de Sustentabilidade Gabriel Mello Cunha e o chefe de gabinete da Comissão do Meio Ambiente da Câmara, Vinicius Almeida Ribeiro e, respectivamente, seus suplentes, o secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade Daniel Marques e o vereador Henrique Vieira (PSOL).

Os delegados titulares representantes da Sociedade Civil são Laura França (Conselho Comunitário da Orla da Baia de Niterói), Reinaldo Silva de Abreu (Cooperativa de Catadores de Niterói), Fabiano Maia (Federação das Associações de Moradores de Niterói); e seus suplentes, Carlos Alberto Serafim (Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro), Washington Luiz Romero (Sindicato de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de Niterói, Itaboraí, S. Gonçalo, R. Bonito e Búzios) e Marco Antonio Benedito (Grupo de Ação Pesquisa e Orientação e Projetos Sociais). A vaga das comunidades tradicionais foi preenchida por Maria Auxiliadora Correa.


*Publicado 
em versão reduzida na Folha de Niterói, 17-24 de agosto de 2013, nº 931.


28 janeiro 2013

Campanha - Por mais bicicletas nas ruas, para reduzir a circulação de carros

Se Dom Pedro II regressasse ao mundo e fosse pedalar no meio do engarrafamento das metrópoles, saltaria o seguinte brado retumbante: 

- SUSTENTABILIDADE OU MORTE !!!



26 setembro 2012

Moradores aguardam resposta de Eduardo Paes ao Plano Popular da Vila Autódromo



Altair Antunes Guimarães, 58 anos e presidente da Associação dos Moradores e Pescadores da Vila Autódromo, tem em sua trajetória diversas mudanças por causa de remoções. Aos 14 anos, foi desalojado com a família da Ilha dos Caiçaras, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Em 1990, residindo na Cidade de Deus, teve que buscar um novo local para morar devido à construção da Linha Amarela. Desde 1995, na Vila Autódromo, Altair é um dos 939 moradores que tentam reverter a decisão tomada pela prefeitura do Rio, em março deste ano, de remover a comunidade para uma área distante a um quilômetro da vila. O consórcio Parque Olímpico, formado pelas construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken será responsável pelo projeto de reassentamento desses moradores em 920 apartamentos num conjunto habitacional denominado Parque Carioca. 

Vista aérea da Vila, situada entre a
Av. Salvador Allende e o Autódromo 

O embate entre a comunidade Vila Autódromo e o prefeito do Rio Eduardo Paes remonta a 1993. No cargo de subprefeito da Barra da Tijuca, ele comandou uma tentativa de despejo dos moradores com a justificativa de causarem "dano visual, ambiental e estético". Em resposta, foi elaborado um projeto para garantir o recuo das construções situadas na área de preservação permanente, que atinge menos de 5% da área da comunidade, segundo o Portal Popular da Copa. Já no poder, o prefeito colocou entre suas metas de governo “reduzir em 3,5% as áreas ocupadas por favelas no Rio”. Deste modo, a Vila Autódromo foi incluída na relação das 119 comunidades a serem removidas integralmente até 2012. Após uma manifestação em frente à Prefeitura, em fevereiro de 2010, Paes recebeu representantes dos moradores, mas insistiu na tese da remoção, alegando ser uma exigência do Comitê Olímpico Internacional.
Segundo representantes da comunidade, o projeto vencedor do concurso internacional para a construção do Parque Olímpico, mantém a Vila Autódromo onde está reconhecendo-a como Área Especial de Interesse Social. Entretanto, “a Prefeitura alterou a rota da Transcarioca, somente para passar por cima da comunidade. Essa mudança pretende legitimar a remoção de 500 famílias e a cessão para o consórcio privado de uma área de 1,18milhões de m2, dos quais 75% serão destinados à construção de condomínios de alta renda. Essa alteração foi apresentada quando a prefeitura teve que buscar mais uma justificativa para a ilegal e injustificável remoção da comunidade.”  
A Transcarioca com  desenho da curva,
à direita,  passando dentro da Vila Autódromo
No dia 16 de agosto, os moradores da Vila Autódromo apresentaram ao prefeito Eduardo Paes um Plano Popular de desenvolvimento urbano, econômico, social e cultural, elaborada com assessoria de urbanistas da UFF e UFRJ para reassentamento e urbanização em áreas da própria comunidade. O prefeito disse que daria uma resposta aos moradores em 42 dias, portanto, em 27 de setembro.

25 setembro 2012

Movimentos populares questionam o legado dos eventos esportivos no Rio


Inaugurado em agosto de 2011 num terreno vizinho à Vila Autódromo, o Parque dos Atletas é um modelo daquilo que o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes chama de “legado antecipado” dos Jogos Olímpicos. No entanto, Marcelo Edmundo, da Central dos Movimentos Populares vê uma intenção por trás deste investimento “um exemplo típico de como e para quem é administrada a cidade”.
- Foi a primeira obra que ficou pronta para as Olimpíadas, sendo construída justamente para servir de palco para o Rock in Rio, um empreendimento privado e lucrativo, sem nenhuma transparência ou consulta a população. Infelizmente, não existe legado antecipado, pelo menos para maioria da população. Nem haverá legado, pois não há projetos nem planejamento para isso.
De fato, nada garante que depois das Olimpíadas de 2016, o governante municipal continue a proporcionar lazer e esporte para os moradores que agora desfrutam da área do Parque – ciclovia, pista para corrida, quadras de tênis, basquete, futebol e vôlei, parques infantis, aparelhos de ginástica para terceira idade e uma academia bem equipada e até empréstimo de equipamentos, como raquete de tênis – tudo gratuito.
Esse parque reversível atende aos interesses dos moradores do entorno do centro de convenções Riocentro, ao menos fora do período em que é transformado numa arena de espetáculos (no dia 9 de novembro será a vez de Lady Gaga). Quanto aos estádios erguidos para os Jogos Pan-Americanos de 2007, o Parque Aquático Maria Lenk e o Velódromo da Barra raramente abrigaram competições, servindo eventualmente para treinamento de atletas federados.
Atualmente o velódromo está sendo usado como local de treinamento para ciclistas de pista e crianças da rede municipal de ensino, numa parceria entre o Comitê Olímpico Brasileiro e o movimento de incentivo aos esportes Live Wright. Apesar da declaração em contrário do prefeito, o velódromo deverá ser demolido e reconstruído por não atender aos padrões olímpicos. Ainda não se sabe o custo a ser investido nesse equipamento, mas o desperdício de dinheiro público (R$ 14 milhões) deveria servir como lição para os responsáveis pela execução das obras para os Jogos de 2016: a Empresa Olímpica Municipal e o Comitê Organizador das Olimpíadas.
 - Todos os outros equipamentos já existentes são superfaturados, incluindo o complexo do Maracanã e os do Pan, construídos com a justificativa de que serviriam para as Olimpíadas. Assim como foram após 2007, eles serão depois, abandonados ou descartados. Em função disso não poderíamos realizar os jogos, antes de uma investigação profunda, uma auditoria; alguém tem que pagar pelo desperdício. Dizem que os jogos são nossos, mas será este o legado, conclui Marcelo.


Marcelo Edmundo, da Central
dos Movimentos Populares

Marcelo questiona a perda de direitos em nome da execução das obras para a Copa de 2014 e as Olimpíadas:
- A questão das remoções é apenas a parte mais visível destas violações, que incluem também o direito de ir e vir, ao trabalho, à informação e a limpeza social que já vemos na cidade, com denúncias de sérias violações, às leis de exceção, incluindo a Lei Geral da Copa. Enfim, uma série de restrições e violações que a população desconhece completamente e só vai saber quando for vítima. O dossiê Megaeventos e violações dos direitos humanos no Rio de Janeiro que lançamos fala muito bem sobre isso.
Preparado pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, este dossiê afirma que a Comunidade Asa Branca (Curicica) composta de 2.000 famílias, “está ameaçada de remoção devido à construção do BRT Transolímpica”. Mas o presidente da associação de moradores local, Carlos Alberto Bezerra, descarta esta hipótese:
- Isto é mentira. A Asa Branca está com obras em todas as ruas. A prefeitura do Rio investe R$ 5 milhões na comunidade. Este papo é eleitoreiro, de apoio ao PSOL, partido do Freixo.


Carlos Alberto Bezerra,  presidente da
Associação de Moradores
 da Asa Branca


Marcelo Edmundo argumenta em defesa do prognóstico contido no dossiê:
- Com certeza está ameaçada. Aliás, todas as comunidades daquela região, grande sonho da especulação também estão. Acontece que existe uma complexidade política e estamos em ano eleitoral. Sabemos quem é que domina, e lucra politicamente com este domínio. É só ver quais os políticos que imperam com suas faixas e cartazes nestas comunidades.

Dos movimentos populares em defesa dos prejudicados com as obras para os eventos esportivos de 2014 e 2016, o Viva a Vila Autódromo merece destaque não só pelo momento decisivo de luta, mas pela persistência dos seus ativistas, que vêm lutando há décadas pelo direito à moradia e para evitar a remoção de moradores para outras localidades:
- Uma grande vitória que teremos é a não remoção da Vila Autódromo e sua urbanização. Estamos  caminhando para isso, afinal são muitos anos de resistência. O projeto popular recém-lançado, que abordaremos no próximo post, mostra a viabilidade de manter os moradores onde eles estão. A organização das pessoas, a capacidade de contrapor um projeto até então intocável e inquestionável, provocando um debate sobre os impactos dos megaeventos na cidade é com certeza uma grande vitória. O processo de remoção que estava avassalador deu uma recuada. Isto é fruto de nossas lutas. Com certeza alcançaremos grandes vitórias com a mobilização e organização popular, destaca Marcelo.

15 agosto 2012

Mobilidade urbana

Prefeito não negocia com motoristas de vans em período eleitoral

As interrupções no trânsito por movimentos grevistas têm piorado ainda mais o complicado deslocamento de veículos na cidade do Rio. Há algumas semanas da paralisação dos caminhoneiros, hoje a manifestação foi dos motoristas de transporte alternativo. Pela manhã, enquanto eles se preparavam para seguir em carreata da Avenida Maracanã em direção ao centro da cidade, a equipe de reportagem da Band News FM, através do apresentador-repórter Rodolfo Schneider, informou que este movimento está sendo instrumentalizado por milicianos de Campo Grande, proprietários dos veículos desse tipo de transporte em regiões da cidade.

Provocado a participar, ao vivo, o prefeito Eduardo Paes deu entrevista e debateu com o âncora Ricardo Boechat a situação. Lúcido em suas posições, Boechat tem reafirmado sua oposição a movimentos que interditam as vias públicas sem levar em conta que as pessoas acabam chegando atrasadas aos seus destinos. O prefeito enfatizou que não cederá a pressão dos grevistas e não quis antecipar qual a medida tomará em relação às reivindicações, já que "o período eleitoral impede a tomada de decisões". Em entrevista, no final do dia, o prefeito deu um recado aos donos de cooperativas: "Acabou, não vamos licitar por cooperativa. Vamos fazer licitações individuais".

Na opinião dos motoristas que circulam na Zona Oeste, o atual prefeito quer  “acabar com as vans” e por isso não cumpre a lei nº 3360. No meio desse jogo eleitoral, entra um suposto apoio do ex-prefeito César Maia às demandas da categoria. A demarcação de pontos específicos para os veículos de transporte alternativo (antes ou depois dos pontos de ônibus), a implantação do bilhete único, já adotado nas vans em Sepetiba, e a autorização para usar as faixas exclusivas, como o BRS são algumas dos direitos reivindicados pelos trabalhadores do setor. Eles temem que o prefeito reduza as atuais 7 mil concessões para 800.  
A carreata dos motoristas afetou o trânsito no Centro do Rio
Foto: Douglas Shineidr / JB



Opinião

Uma coisa é certa: os motoristas de kombis e vans prestam um excelente serviço às comunidades nas quais suprem a deficiência de transportes. Viajando nelas se chega mais rápido e elas cobrem determinados itinerários não atendidos pelos ônibus. Soluções como intercalar parada para vans antes ou depois dos pontos de ônibus atendem a todos: passageiros que terão mais opções de transporte e motoristas que se sustentam suas famílias encarando o trânsito insuportável da cidade. 

Se o planejamento dos transportes públicos for mais eficiente, quem sabe teremos menos pessoas transitando com seus próprios carros pelas ruas.

07 junho 2012

LAGOA VIVA NA PROGRAMAÇÃO OFICIAL DA RIO+20

PACTO DE RESGATE AMBIENTAL LOCAL
 
 Local: Arena (HSBC) - Barra da Tijuca - RJ

Dia: Sábado, 16/06/2012
 

Horário - 11h00 às 19h00

 

10h30 - credenciamento e entrega de material p/ 250 credenciados e acesso livre para os demais.

11h00 - Abertura: Mestre do Cerimonial - Alexandre Rodrigues.
Apresentação do Coral Encanta Rio2 - Regente Luiz Lima (Hino Nacional e Sal da Terra de Beto Guedes).

Autoridades/Lideranças locais
Ney Robson Suassuna - Presidente da ACIBARRA

11h40 - Toni Lourenço - Motivacional " Rio +1, você no meio desse ambiente"

11h50 - Palestra Magna - Deputado Federal José Sarney Filho - Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

12h20. Dep. Estadual Aspásia Camargo -Representante da ALERJ na Comissão Nacional da RIO+20) " Relatos e reflexões do processo de construção da RIO+20"

12h40 - Ricardo Correa - "Responsabilidade socioambiental empresarial"

13h00 - Mario Mantovani - Diretor da SOS MATA ATLANTICA

13h30 - Henrique Cortez - Editor do Portal ECODEBATE " RIO+20 e daí!"

14h00 - Intervalo/almoço - livre.

15h00 - David Zee - CCBT - "Usos sustentaveis para a Lagoa de Marapendi".

15h20 - Ecólogo Mario Moscateli

15h40 - Wanderley Rebello Filho - OAB " Direitos Humanos Fundamentais e Meio Ambiente. Agenda 21 e Erradicação da pobreza”.

16h00 - Marianina Impagliazzo - FIJ "SUSTENTABILIDADE : Uma questão de mudança de atitude".

16h20 - Beto Filho ONG ALTO ASTRAL " ASTRAL SAÚDE AMBIENTAL"

16h40 - Adacto Otoni - CREA-RJ "Desafios para a Sustentabilidade Ambiental da Bacia Hidrográfica do Sistema Lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá"

17h00 - Felipe Brasil - ESTÁCIO DE SÁ - "Consumo Sustentavel e a Gestão de Residuos Sólidos no Brasil".

17h20 - Renato Velloso e Laudeyr Amancio - LAGOA VIVA "Projeto Zeróleo ".

18h00 - Momento cultural: Crianças da Comunidade ASA BRANCA, apresentação teatral "OLHA EU AÍ".


"Ampliando perspectivas para um território sustentável"

Poder viver e participar oficialmente da RIO+20 é um privilegiado momento de convocação à nossa comunidade para a ação.

Precisamos unidos buscar mecanismos que possam nos oferecer um lugar prazeroso de se conviver, com mais justiça social, participação, oportunidades para todos, educação, cultura, lazer, liberdade, moradia, trabalho, saúde, acessibilidade ou seja, o tipo de avanços tecnológicos que possam trazer qualidade de vida para todos nós, sem comprometer as diversas formas de vidas neste belo cenário natural de florestas, rios, lagoas e praias.

Seminários como este proporcionam a articulação entre os diversos segmentos sociais, mais uma oportunidade de convergência de valores, convicções, vontades e exemplos de inovações ecológicamente corretas na busca de novos indicadores, que possam avaliar as verdadeiras riquezas para o bem estar dos seres vivos.

Salientando a inter-relação dos temas abordados numa perspectiva de sempre buscar novos atores num mundo em constante transformação que fundamentados estarão se inserindo nestas reflexões e práticas.

Vamos estimular vontades para mudanças, debater e planejar ações que potencializem o processo de mobilização participativa dos segmentos da comunidade local.

Ao difundir conhecimentos na abordagem de temas relevantes da atualidade nos leva a crer que estamos no caminho certo, que possibilite uma reviravolta ambiental local bem sucedida e um futuro promissor para as próximas gerações, pois o que fazemos aqui vai também atingir outros lugares.

Este seminário é fruto do LAGOA VIVA e do PACTO DE RESGATE AMBIENTAL LOCAL, uma estratégica e reconhecida iniciativa que há doze anos vem convocando e unindo governo, empresariado, mídia, ongs, escolas, entidades e comunidades para o cuidado ambiental local, que nos conduz para um território mais sustentável.

                                                                     Donato Velloso - Presidente do Lagoa Viva


E-mails: lagoaviva@ig.com.br; donato@pactoderesgateambiental.org
Responsável pelo evento: INSTITUTO CULTURAL E ECOLÓGICO LAGOA VIVA
Contato: Donato Velloso
Telefone: +55 21 87280430