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15 outubro 2013

Carta de Abraham Lincoln ao professor de seu filho*

Homenagem aqueles que nos ensinam (ensinaram) conteúdos proveitosos nas escolas formais e da vida:

Caro professor,

Ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas, por favor, diga-lhe que, para cada vilão, há um herói; que para cada egoísta, há também um líder dedicado; ensine-lhe, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo; ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada; ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória.

Afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.


Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa; ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros.

Ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho;
ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço.

Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.


* Este decálogo não é de Abraham Lincoln. 
O fórum de um site estrangeiro traz o seguinte alerta: "Use o texto se assim o desejar. No entanto, não digo às pessoas que foi escrito por Abraham Lincoln, porque não é dele!" O Decálogo, cujo título original é "The ten cannots", "Os dez 'não se pode'", pertence ao reverendo William J.H. Boetcker, um presbiteriano norte-americano de origem alemã (1873-1962), que o publicou em 1916.  


Fontes: Rosangela Aliberti (Quiprocó da Onça) e pesquisadora Sonia Sampaio.

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